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12/07/16 14:00

A Expectativa na Olimpíada

É mais que justo nós nos preocuparmos com a performance dos atletas que vão competir nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Afinal, um atleta bem preparado tem muita chance de ganhar uma medalha. Observando o trabalho dos meus colegas da gestão de Alto Rendimento, não tenho dúvidas de que os nossos judocas tiveram acesso ao que tinha de melhor em termos de estrutura para poderem se concentrar apenas em mostrar o talento natural de cada um nos tatames da Arena Carioca 2.

Entretanto, não devemos nos esquecer de um fator muito importante para qualquer competição e, ainda mais, para a Olimpíada: a arbitragem. Uma arbitragem mal dirigida pode acabar com o sonho de um atleta que preparou durante, no mínimo, quatro anos, de uma equipe e de um país. Mas uma coisa me deixa bastante tranquilo, especialmente, para essa edição de Jogos Olímpicos no judô: o uso intenso e habitual da tecnologia nas principais competições do Circuito Mundial pelos árbitros que estarão atuando vai minimizar em muito as falhas humanas que possam vir a ser cometidas.

Esse caminho, da tecnologia auxiliando a arbitragem, é tão correto – e porque não dizer suave – que outras modalidades estão fazendo o mesmo movimento. Eu mesmo presenciei e posso citar dois exemplos, um bom e um ruim, desse uso envolvendo seleções brasileiras. O vídeoreplay foi mal usado na Copa América de Futebol porque não corrigiu uma decisão errada do juiz de validar um gol de mão do jogador peruano. Já no Grand Prix Feminino de Vôlei, o vitorioso técnico José Roberto Guimarães fez uso do chamado “challenge” ou, em bom português, desafio para que a arbitragem revisse um lance em que um ataque brasileiro tinha ido para fora. E ele estava certo. A bola desviou no bloqueio antes de sair e valeu um ponto decisivo na final daquela competição.

Mesmo com pesquisas apontando que as decisões dos árbitros podem ser influenciadas pela pressão da torcida, acredito que os erros, mesmo os favoráveis ao Brasil, serão mínimos. De acordo com o relatório dos árbitros Edison Minakawa, que estará nos Jogos Olímpicos, e Jeferson Vieira, que estará nos Jogos Paralímpicos, a Federação Internacional orientou durante Seminário de Arbitragem na Espanha que os árbitros deixem as lutas ser decididas pelos atletas. Na prática, isso que dizer que veremos menos vitórias por punições no Rio e, possivelmente, mais lutas sendo decididas no golden score, sempre com projeções, com golpes.

Assim sendo, cabe aos atletas e técnicos a obrigação de estar atualizados quanto à aplicação das regras para que todo o tempo de preparação tenha valido à pena e se transforme em um pódio no Olimpo.

José Pereira Silva
Gestor Nacional de Arbitragem da CBJ
Faixa Preta, Kodansha, 8º Dan







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