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atualizada em 04 de
dezembro às 23h
JUDÔ: SÃO CAETANO É CAMPEÃO DO GRAND
PRIX
Azulão vence os três confrontos e vira a série decisiva da competição
contra o Sogipa: 3 a 2 em noite de festa no ABC Paulista
O Ginásio do Imes ficou lotado para a final do Grand Prix Nacional de
Judô, entre o São Caetano e o Sogipa, do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira
à noite (4/12), no ABC Paulista. O GP foi premiado com uma noite de gala,
terminando com a sensacional virada do Azulão, que precisava vencer os
três confrontos da noite, já que em Porto Alegre os gaúchos tinham marcado
2 a 0 na decisão. Porém, o Sogipa mostrou ser um adversário de peso e
a decisão só aconteceu na última luta do quinto confronto. Depois de empatar
a série ao ganhar por 2 a 1 e 3 a 1, o São Caetano contou com Carlos Honorato
e Mário Sabino para vencer por 2 a 0 e fechar a melhor de cinco em 3 a
2. Uma festa azul no dia em que a Associação Desportiva São Caetano completava
14 anos.
O primeiro confronto entre os finalistas foi muito equilibrado e a vitória
do time da casa apertada, com dois empates. Entre as lutas que terminaram
empatadas, o duelo mais aguardado de todo o GP até então, entre Henrique
Guimarães, do Azulão, e João Derly, do Sogipa. Foi a primeira vez que
os dois se enfrentaram desde que o gaúcho subiu de ligeiro para meio-leve
(até 66 kg) e o equilíbrio e o respeito foram marcantes no combate. Mário
Sabino, na pesado (+ de 100), do São Caetano, também ficou no empate com
Róbson Nunes. As vitórias dos anfitriões foram através de Carlos Honorato,
que superou Fabrício Cadore, na médio (até 90 kg) e Tiago Camilo, que
derrotou Edmilson na leve (até 81 kg).
Com Henrique Guimarães abrindo o caminho com uma vitória sobre João Derly
na leve, o São Caetano venceu o segundo confronto da final por 3 a 1,
empatando a série decisiva em 2 a 2. Além de Henrique, Tiago Camilo, que
superou Edmilson Conceição mais uma vez na meio-leve, e Honorato, que
aplicou um ippon em Jefferson Jraige na médio, marcaram os outros pontos
do Azulão. A vitória dos gaúchos veio através de Moacir Mendes Júnior,
que surpreendeu Luís Francisco Camilo, o Chicão, na leve. Nesta série
não foi necessária a disputa entre os pesados.
No confronto que decidiu o título, muita cautela. Sem arriscar quase nada,
Henrique Guimarães e João Derly, na leve, e Márcio António Inácio, do
São Caetano, e Moacir Mendes Júnior, na meio-médio; Tiago Camilo e Edmilson
Conceição, na médio, empataram. São Caetano botou uma mão na taça com
a vitória de Honorato sobre Jefferson Jraig e a outra através do único
ippon do último confronto, de Sabino sobre Róbson Nunes.
A decisão do terceiro lugar, entre o São Paulo e o Minas Tênis Clube foi
disputada em melhor de três, com as duas equipes iniciando a disputa em
São Caetano. O São Paulo dos campeões olímpicos Aurélio Miguel e Rogério
Sampaio, técnico, bateu o Minas por 2 a 0 (3 x 1 e 3 x 1). O destaque
paulista foi Leandro Guilheiro. Invicto no GP, Guilheiro chegou a marca
de 13 vitórias nesta quinta-feira ao derrotar Jack Jamil duas vezes.
No primeiro confronto entre as duas equipes, a outras vitórias do São
Paulo foram obtidas por Allan Alves, que derrotou Michael Neves na meio-leve
(até 66 kg) e Edelmar Zanol, o Branco, que passou por Juramilto Conceição
na médio (até 90 kg). A única vitória mineira neste confronto foi obtida
por Pedro Guedes, que apesar de ser leve, competiu na meio-médio (até
81) e levou a melhor sobre Denison Soldani.
A segunda disputa começou pelos pesados (+ de 100) e Luciano Correa, que
é na verdade meio-pesado, deu esperanças aos mineiros ao marcar 1 a 0.
O São Paulo reagiu de Com Zanol novamente batendo Juramilto Conceição,
Nicolae Cury marcou 2 a 1 para os paulistas ao vencer Pedro Guedes ma
meio-médio e coube justamente a Guilheiro marcar o ponto decisivo. Depois
de vencer Jack Jamil pela segunda vez, o Tricolor garantiu o terceiro
lugar. Porém, nem a campanha impecável e o ponto da vitória livraram Guilheiro
de ouvir uma bronca de Aurélio Miguel:
“Ganhar sempre é perigoso. A gente pode estar cometendo erros e nem perceber.
Por isso é importante ter um campeão olímpico para nos orientar”, disse
Guilheiro. O técnico Rogério Sampaio não escondia a satisfação pelo terceiro
lugar, ressaltando que a parceria do clube com sua academia tem apenas
um ano:
“Para este tempo de trabalho o resultado é excelente. Em apenas um ano
conseguimos o terceiro lugar numa competição difícil como o GP e temos
quatro atletas classificados para a fase final da seletiva olímpica”,
disse, se referindo a Daniele Zangrando, Cátia Maia, Guilheiro e Zanol.
“O próximo passo é conseguir uma vaga na equipe olímpica e sonhar com
uma medalha, mas uma coisa de cada vez”.
Paulo Wanderley, presidente da Confederação Brasileira de Judô, ficou
feliz ao ver a festa no ginásio e agradeceu aos clubes pelo sucesso do
GP:
“Hoje é um dia de gala para o judô. É um dia também de agradecimento aos
clubes, que acreditaram no trabalho da CBJ. Juntamente com a CBJ, os clubes
fizeram um grande esforço para tornar possível a realização do Grand Prix”,
disse Paulo Wanderley.
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