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atualização em 13 de abril às 17h47 Entidade realizará exames-surpresa antes dos Jogos Prevenção e informação. Estas são as principais armas que o Comitê Olímpico Brasileiro está utilizando para evitar casos positivos de doping entre os atletas brasileiros que disputarão os Jogos Olímpicos de Atenas, entre 13 e 29 de agosto, na Grécia. Assim como já fizera para os Jogos Olímpicos de Sidney 2000, o COB publicou um manual com o objetivo de alertar e informar aos atletas, integrantes das comissões técnicas das Confederações Brasileira Olímpicas e dirigentes sobre os cuidados e procedimentos que devem ser adotados a fim de evitar casos positivos de doping durante a competição. “Estamos oferecendo todas as ferramentas para que atletas, técnicos e dirigentes tenham todas as informações a respeito desse assunto. Se algum caso positivo ocorrer na delegação brasileira, ninguém poderá dizer que não conhecia os métodos e as substâncias proibidas pelo COI e pela Agência Mundial Antidoping”, avisa o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman. O manual está disponível no site do COB (www.cob.org.br) para download. O alerta de Nuzman se justifica. O Brasil nunca teve casos de doping em suas delegações olímpicas e pan-americanas e o COB quer manter essa estatística positiva em Atenas. Vários exemplares do manual já foram encaminhados às Confederações Brasileiras Olímpicas, que por sua vez deverão fazer chegar à mão dos atletas. Independente disso, assim como fez por ocasião dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, o COB fará uma palestra aos atletas da delegação olímpica para falar sobre a Missão brasileira em Atenas, inclusive sobre a questão de doping. O manual, intitulado “Informações sobre o Uso de Medicamentos no Esporte”, foi desenvolvido pelo Departamento Médico do COB e sob a orientação do Dr. Eduardo De Rose, um dos maiores especialistas no mundo em controle de dopagem. “Esta é a primeira vez que a publicação inclui, além da lista e dos medicamentos da farmacopéia brasileira que podem ser usados sem risco pelos atletas, um histórico do doping, os tipos de controles existentes, um alerta para os suplementos e os direitos e deveres de um atleta quando submetido a um controle de doping”, explicou De Rose. “O interessante é que a nossa publicação tem despertado o interesse de Comitês Olímpicos Nacionais de vários países, tanto que o presidente Nuzman já solicitou a tradução para o espanhol, inglês, francês e árabe”, completou. Para o chefe médico da delegação olímpica, Dr. João Grangeiro, o manual ressalta a oportunidade do manual. “É importante que as comissões técnicas, as Confederações e os atletas tomem conhecimento com bastante antecedência das substâncias e métodos que serão adotados em Atenas. Daqui pra frente, qualquer tratamento ministrado a atletas deverá considerar esse tipo de conduta para não cair em cilada”, afirmou. Ainda como medida preventiva para os Jogos Olímpicos de Atenas, o COB realizará exames-surpresa de controle de dopagem. Estão previstos cerca de 300 testes fora de competição com os atletas, nos quais serão controlados os anabólicos (inclusive o THG), os hormônios peptídicos, agentes com atividades antiestrogênicas, substâncias mascarantes e os métodos proibidos, além da maconha e da cocaína, que são drogas sociais. Esses exames poderão ser feitos no local de treinamento ou até mesmo na casa dos atletas. Até agora o Brasil já tem 199 atletas classificados para Atenas.
Mais Informações: Assessoria de Imprensa do COB / Textual Cláudio Motta / Christian Dawes / Mauro Rodrigues / Fernanda Kalache Tels: 21-2531.1656 / 2531.2730 cobtextual@cob.org.br
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