última atualização em 03 de dezembro às 19h43

DUELO DE GIGANTES NAS SEMIFINAIS
DO GRAND PRIX NACIONAL

Principais judocas do Brasil em ação neste final de semana. No sábado (4/12), São Caetano x Gama Filho e Sogipa x Pinheiros disputam duas vagas na final, que será realizada domingo (5/'12). Leandro Guilheiro recebe prêmio de atleta mais técnico de 2003 na abertura da competição

Um confronto entre as melhores equipes de judô do país marcará nesta sábado (dia 4/12), em São Caetano do Sul/SP, a disputa da fase final do II Grand Prix Nacional de judô. A partir das 9h30min, pelas semifinais, Imes/São Caetano enfrenta a Gama Filho, enquanto o Sogipa/Fundergs encara o Pinheiros. O Azulão terminou a primeira fase na liderança com sete pontos e, por este motivo, terá a vantagem de fazer as rodadas decisivas diante de sua torcida. O Sogipa ficou em segundo, com seis pontos, seguido de Pinheiros, com cinco, e Gama Filho, com dois. No domingo (dia 5/12) acontece a final do Grand Prix.

Eleito o atleta mais técnico da edição de 2003 da competição, o leve Leandro Guilheiro será premiado antes dos combates de sábado. Com uma impecável campanha de 13 vitórias (100% de aproveitamento) no último Grand Prix Nacional, o medalhista de bronze em Atenas diz que o campeonato foi o começo de sua arrancada para o pódio olímpico.

"Foi muito especial ter sido escolhido o atleta mais técnico da primeira edição do Grand Prix. Foi o começo da minha caminhada rumo à medalha em Atenas e, com certeza, vencer 13 lutas foi muito legal", diz Leandro Guilheiro, que está se recuperando de duas cirurgias e ficou de fora da disputa neste ano. "Me lembro bem da sensação após cada uma das vitórias. Estava numa fase muito boa e, como minha categoria é muito competitiva, todos os combates foram muito duros. Ser eleito o melhor, numa condição como essa, é um grande prêmio", afirma.

Campeão em 2003, o Imes/São Caetano sabe que a responsabilidade de competir em casa como favorito é grande.

"Ter a torcida do lado com certeza motiva todos os atletas, mas isso aumenta a nossa responsabilidade, pois além de vencermos por causa da competição, temos que vencer para deixar a torcida satisfeita. Nosso foco está na Gama Filho, que mesmo sendo uma equipe jovem, dará trabalho para o São Caetano", comenta Henrique Guimarães, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996.

Do lado da Gama Filho, o técnico Alfredo Dorneles sabe das dificuldades de enfrentar uma equipe com tantas estrelas como o São Caetano.

"Somos a única equipe do Rio de Janeiro no torneio e sabemos que esse confronto contra o São Caetano será dificílimo. Estamos nessa semifinal na condição de azarões, mas confiantes de que o nosso trabalho está sendo feito e que esta garotada representa o futuro do judô brasileiro", diz Alfredo Dorneles, que terá o reforço do leve Renan Pinto, bronze no último Mundial Militar, na equipe.

Invicto há quatro lutas, o judoca do Sogipa, Moacir Mendes Jr, é outro que engrossa o coro de que as semifinais serão muito duras. Mesmo assim o peso leve de 23 anos quer continuar sem ser derrotado no Grand Prix 2004.

"Credito esta minha boa fase ao meu ritmo de competição. Estou em atividade desde janeiro e isso é fundamental para conseguir as vitórias. Na categoria leve a técnica é muito apurada e as lutas não são travadas. Acho que isso explica o alto nível técnico dos atletas das categorias de peso menores", explica Moacir.

Do lado do Pinheiros, adversário do Sogipa por uma vaga na final, o pensamento está todo voltado para a disputa das semifinais contra a equipe gaúcha. Porém, um possível encontro com o São Caetano na decisão já começa a dar um frio na espinha dos judocas.

"Primeiro nós temos que passar pelo Sogipa, que foi vice-campeão no ano passado e provou mais uma vez que não está no Grand Prix a passeio. Gostaria muito de decidir o campeonato com o São Caetano, porque seria um grande clássico do judô. Comparável a um Brasil x Argentina no futebol, pois existe rivalidade, catimba e onde um atleta fica implicando com o outro a semana inteira. É muito especial e a coisa fica realmente quente no tatame. Mas, somos todos amigos e quando as lutas terminam damos ótimas risadas", revela o peso pesado do Pinheiros Daniel Hernandes, dono do ippon mais rápido do Grand Prix Nacional em 2004, aos 30 segundos de luta sobre Alessandro Bragança, da Gama Filho. Na edição de 2003 da competição, o ganhador foi o médio Diego Barreto, do São Paulo, que venceu Angelo Paiva, do Flamengo, em 9 segundos.

A partir desta edição do Grand Prix, estará em disputa também um troféu itinerante. O vencedor de 2004 levará para casa a imponente taça com seu nome gravado, assim com o nome e o escudo do Imes/São Caetano, campeão de 2003. A equipe que vencer o Grand Prix por três vezes, consecutivas ou não, terá posse definitiva do troféu.

"Será uma taça bonita, pesada, que trocara de mãos a cada ano", diz Maurício Carlos, da WH Sports, idealizador do Grand Prix e responsável pelo marketing da CBJ.

O técnico do time primeiro colocado também receberá homenagem especial. Nos moldes das ligas profissionais americanas, como a National Football Association (NFL, de futebol americano), o treinador campeão um anel de ouro de 18 quilates.

"Na premiação de 2004, daremos o anel também ao técnico do São Caetano, que venceu em 2003", conta Maurício Carlos.

Ippon mais rápido:

1.Daniel Hernandes/Pinheiros sobre Alessandro Bragança/Gama Filho - +90kg - 30 segundos

2. Walter Santos/Imes São Caetano sobre Angelo Berto/Barueri - +90kg - 52 segundos

3. Bernardo Lopes/Pinheiros sobre Roberto Vicente/Gama Filho - 81kg - 1min09

4. Leandro Cunha/Pinheiros sobre Daniel Loureiro/Gama Filho - 66kg - 1min21

5. Fabricio Cadore/Sogipa sobre Hugo Pessanha/Gama Filho - 90kg - 1min48

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Endereço do AD São Caetano, onde serão disputadas as lutas: Rua Arnaldo Santer Locoselli 100, São Caetano do Sul. Próximo à antiga garagem municipal.

 



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