| |
última
atualização em 19 de novembro às 23h
CBJ promove palestra em Vitória-ES
Palestra
realizada hoje reuniu a 'nata' do judô capixaba
Clique aqui
e confira o álbum de fotos do evento
Nesta sexta-feira, 19/11, de 19h30 às 21h, a Confederação
Brasileira de Judô (CBJ) reuniu imprensa, professores, técnicos,
atletas e outras personalidades capixabas em Vitória, Espírito
Santo,
para palestra sobre "O judô brasileiro no contexto Olímpico".
O tema foi ministrado pelo Presidente da CBJ e da Confederação
Sul-Americana de Judô, Paulo Wanderley Teixeira, ao lado do judoca
olímpico medalha de prata nos Jogos de Sydney-2000, Carlos Honorato,
e contou ainda com a presença do Secretário Municipal de
Esportes de Vitória, Moisés. O evento aconteceu no Hotel
Confort Praia, na Praia de Camburi, e foi aberto para convidados.
Paulo Wanderley agradeceu
a presença de Carlos Honorato em Vitória, ES, lembrando
que o judoca foi o único brasileiro convidado a participar da Copa
Jigoro Kano, que realizar-se-á em Tóquio, em janeiro de
2005. No total participarão medalhistas do mundial e olímpicos,
de 32 países. Apenas Honorato, que é atual campeão
panamericano de judô, na categoria de peso absoluto, representará
o Brasil no evento. "Honorato tem fama no Japão por derrotar
todos os japoneses que enfrenta", declarou o presidente da CBJ e
da Confederação Sul-Americana de Judô, Paulo Wanderley.
PARTICIPAÇÃO DO JUDÔ DO BRASIL
EM JOGOS OLÍMPICOS
O dirigente da CBJ iniciou a palestra com um breve histórico do
judô do Brasil em Jogos Olímpicos, desde a primeira participação,
em 1964, Tóquio, com Lhofei Shiozawa, apenas como apresentação
do judô; passando pela conquista do ouro de Aurélio Miguel,
em 1988, única medalha olímpica do Brasil nas Olimpíadas
de Seul; pelo primeiro lugar de Rogério Sampaio, em 1992, Barcelona;
bronze de Aurélio e Henrique Guimarães em Atlanta, 1996;
Thiago Camilo e Honorato, pratas em Sidnei 2000; até chegar a Atenas
2004, com bronze de Leandro Guilheiro e Flávio Canto.
JUDÔ DO BRASIL NO CENÁRIO MUNDIAL
A palestra também trouxe dados estatísticos do judô
brasileiro. Entre eles a informação de que o Brasil é
a 10º potência do judô olímpico. "Esta posição
tem grande relevância no cenário mundial se levarmos em conta
que são 187 países filiados a Federação Internacional
de Judô". "O judô ainda é o terceiro esporte
do Brasil em medalhas olímpicas. Em primeiro lugar está
a vela, com 14 medalhas; seguido do atletismo, com 13 medalhas",
comentou Wanderley.
Há seis
Olimpíadas consecutivas o judô sobe ao pódio. Os
brasileiros somam doze medalhas, sendo duas de ouro, três de prata
e sete de bronze, ficando atrás apenas de Japão (com 58
medalhas), França (com 32 medalhas e dez de ouro), Koréia
do Sul (com oito ouros e 33 no total), Cuba (26 medalhas sendo cinco ouros),
Rússia (28 medalhas e cinco ouros), China (14 medalhas e cinco
ouros), Holanda (15 medalhas e quatro ouros), Polônia (oito medalhas
e três ouros) e Espanha (seis medalhas e três ouros).
PREPARAÇÃO
PARA OS JOGOS DE 2004
O público presente a palestra também teve a oportunidade
de acompanhar como se deu toda a preparação do
judô brasileiro para Jogos Olímpicos de Atenas, que culminou
na conquista de duas medalhas de bronze com Leandro Guilheiro e Flávio
Canto.
O 'caminho' de Atenas começou com a formação da equipe
permanente, processo que durou quatro anos. Em 2001 foram realizadas seletivas
e definidos quatro atleta por categoria de peso. Em 2002, apenas três
judocas disputavam a vaga. Em 2003, ficaram dois em cada categoria e,
em 2004, depois de várias seletivas, formou-se, enfim, a seleção
olímpica.
Os judocas tiveram uma excelente preparação, com intercâmbios
de treinamentos com atletas estrangeiros que vieram ao Brasil, além
das viagens que os brasileiros fizeram ao exterior, Europa e Ásia,
e participação no Circuito Europeu, que deram bagagem para
a ampliação do nível técnico dos judocas do
país.
"A equipe B também teve a oportunidade de participar do Circuito
Europeu. Esta decisão se deu para evitar que, em eventual substituição
ao judoca titular da vaga olímpica, o atleta estivesse despreparado",
ressaltou Paulo Wanderley.
Há um acompanhamento multi-disciplinar aos judocas, com coordenador
técnico, técnicos de equipes masculina e feminina, nutricionista,
psicólogo, preparador físico, médico e fisioterapeuta.
Os judocas ainda contam com assistência complementar de apoio da
assessoria de imprensa; do site oficial; da assessoria de marketing, de
seguro saúde e de assistência odontológica.
INVESTIMENTOS NA EQUIPE OLÍMPICA
O investimento para
construção do resultado olímpico vem de recursos
da Lei Agnelo/Piva e de patrocínio da Coca-Cola, somando cerca
de R$ 1,7 milhão de reais, que financiam todas as ações
da CBJ, não só com a seleção principal, mas
com os atletas juvenis, juniores e sênior, custos administrativos
e outros gastos devidamente deduzidos.
Neste ano de 2004, os inventimentos foram especialmente na equipe olímpica.
"O atleta olímpico é a expressão da excelência
esportiva e por isso merece destaque especial. O ídolo é
o reflexo positivo para o judô. Quanto maior o rendimento, o número
de conquistas, maior é o reconhecimento da modalidade pelos órgãos
públicos e privados", salientou o Presidente da CBJ, que lembrou
que estas verbas da Confederação são auditadas trimestralmente
pelo Comitê Olímpico Brasileiro e publicadas.
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS
Em Atenas, 92 países disputaram o judô. Se fosse comparado
o binômio investimento-resultado do Brasil com o de outros países,
as duas medalhas de bronze na Grécia 2004 teriam maior relevância.
A França, por exemplo, investiu na preparação dos
judocas cerca de R$ 5 milhões de euros e foi a grande derrotada
nos Jogos, com apenas uma medalha de prata.
"Os judocas
brasileiros não conquistaram todas as medalhas esperadas, mas,
mantiveram o Brasil pela 6ª vez consecutiva no podium olímpico",
afirmou Paulo Wanderley.
INTEGRAÇÃO DO JUDÔ NACIONAL
A integração dos Estados em campeonatos nacionais foi tema
que mereceu destaque na palestra. Hoje há uma verdadeira representatividade
do judô nacional, com oportunidades para judocas de todo o país.
A mudança das sedes de campeonatos do eixo Rio-São Paulo
possibilita a participação de judocas que treinam e vivem
em outras regiões do país e que, na maioria das vezes, estavam
impossibilitados de participar de eventos nacionais devido ao alto custo
de deslocamento.
CAMPEONATO ESTADUAL DO ES
Neste final de semana, Paulo Wanderley e Carlos Honorato estarão
presentes na última etapa do Campeonato Estadual do Espírito
Santo de Judô.

Presidente da CBJ e da CSJ concede
entrevista a TV Tribuna |

Presidente da CBJ e da CSJ concede
entrevista a TV Tribuna |

Carlos Honorato concede
entrevista a TV Tribuna |

Público presente a palestra |

Presidente da Federação de Judô ES, Luis Yamate
e Presidente da CBJ e da CSJ, Paulo Wanderley Teixeira |

Apresentação de vídeo institucional da CBJ
para divulgação do judô nacional |

Palestra "O
judô brasileiro no contexto Olímpico" |

Palestra "O
judô brasileiro no contexto Olímpico"
|

Carlos Honorato |

Painel CBJ e patrocinador Coca-Cola |

Prof. Luis Yamate e Prof. Paulo Wanderley
|

Prof. Luis Yamate e Prof. Paulo Wanderley |

Prof. Luis Yamate e Prof. Paulo Wanderley |

Prof. Paulo Wanderley Teixeira |

Participantes da Palestra "O
judô brasileiro
no contexto Olímpico"
|
Professores capixabas de judô |

Pedro, Luis Yamate, Paulo Wanderley, Moisés e Honorato |

Professores capixabas de judô
|
MAIS
NOTÍCIAS
|
|