última atualização em 22 de novembro às 11h20

SEGUNDA EDIÇÃO DO GRAND PRIX NACIONAL
DE JUDÔ REÚNE ELITE DA MODALIDADE

Principais clubes do país disputam competição
por equipes em dois finais de semana. Estrelas
do São Caetano lutam pelo bi-campeonato

O II Grand Prix Nacional de Judô reúne, no próximo final de semana (27-28/11), em Porto Alegre/RS, seis dos mais importantes clubes de judô do Brasil. Barueri/SP, Gama Filho/RJ, Petrópolis/RJ, Pinheiros/SP, São Caetano/SP e Sogipa/RS disputam o scudetto da principal competição do país, repleta de judocas consagrados e jovens talentos. Na primeira edição competição, em 2003, se as estrelas do São Caetano (Henrique Guimarães, Luiz Camilo, Tiago Camilo, Carlos Honorato, Flávio Honorato, Mario Sabino, entre outros) conquistaram o título, o medalhista olímpico Leandro Guilheiro assombrou a todos com seus 100% de aproveitamento e uma série de 13 lutas invicto que lhe rendeu o troféu de atleta mais técnico.

Os confrontos da primeira fase acontecem em dois dias no ginásio da Sogipa, em Porto Alegre, no sistema de todos contra todos, sempre a partir das 9h. Os clubes se enfrentam em cinco categorias de peso (até 66kg, 73kg, 81kg, 90kg e acima de 90kg). Vence a série aquele que ganhar mais combates. Estão classificados para a semifinal, no dia 4/12, os quatro clubes mais bem colocados, que lutam o 1o x 4o e 2o x 3o. Os vencedores da semifinal fazem a final no dia 5/12 e os perdedores disputam o bronze na mesma data. A etapa decisiva com semifinal e final será disputada na casa do clube mais bem classificado na primeira fase. Serão premiados ainda o atleta mais técnico e o ippon mais rápido (em 2003 foi Diego Barreto, do São Paulo, aos 9 segundos).

“Ficamos satisfeitos por poder cumprir integralmente o calendário proposto para 2004. O Grand Prix é um evento importante, prestigiando o clube, que é quem investe na base e mantém os atletas. Neste ano, as disputas serão concentradas para se adequar à realidade financeira dos participantes e também por ser final de temporada”, comenta o coordenador técnico nacional da Confederação Brasileira de Judô, João Rocha, agradecendo o apoio de clubes e federações para a realização da competição.

Mario Tsutsui, técnico do São Caetano, confia em seus atletas para conquistar o bi-campeonato de uma competição que ele considera “importante e diferente”.

“O Grand Prix é uma competição importante no nosso calendário. O judô brasileiro precisava de uma competição de alto nível como esta. O grande barato do GP é competir contra equipes de outros estados, isso sem falar da rivalidade, que mexe com todo o grupo”, diz o treinador do Azulão que verá sua equipe entrar em ação com o scudetto de 2003 bordado no quimono.

O Pinheiros, que conta com a força de judocas tarimbados como Daniel Hernandes, Alexander Guedes, Leandro Cunha e Denílson Lourenço, promete fazer de tudo para estragar a festa do São Caetano. Sem o Grand Prix Paulista em 2004, o Grand Prix Nacional aparece como oportunidade de confrontar duas das maiores forças do judô brasileiro.

"Vejo o GP como uma competição de grande quilate e que tem força para revelar bons atletas. Estamos trabalhando muito forte e vamos partir para lutar pela primeira colocação em Porto Alegre. O objetivo é sair de lá com a liderança”, afirma João Gonçalves, técnico do Pinheiros.

Aproveitando a chance de lutar em casa na primeira fase, os gaúchos da Sogipa querem repetir o bom desempenho de 2003, quando chegaram à final. Além dos destaques João Derly e Moacir Mendes Jr, a Sogipa conta com reforços para a temporada. E o técnico Kiko Pereira comemora a realização da competição.

"O Grand Prix é o grande produto do judô brasileiro. É um evento que aproxima o judô dos outros esportes que possuem uma liga anual, como o basquete e futsal por exemplo. A equipe está bastante motivada, trouxemos dois reforços (Joseph Guilherme e Alex Aguiar) e conseguimos manter o patrocinador”, revela Kiko, contando com o fator “tatame”. “Nossa estratégia é aproveitar ao máximo fato de lutar em casa. Aqui, temos a ”Bombonera“ do judô brasileiro”, compara o técnico gaúcho, citando o estádio de futebol do Boca Juniors, da Argentina. Em 2003, a Sogipa ganhou o título de melhor do Grand Prix.

Ao lado de Barueri e Gama Filho, a equipe estreante do Petrópolis também briga por uma vaga na fase semifinal. O técnico Carlos Henrique Freitas, porém, sabe que os frutos devem ser colhidos na edição de 2005 do Grand Prix.

"O Grand Prix é a chance dos atletas de alto nível do Brasil estarem em contato. O Petrópolis tem apenas dois anos, mas acreditamos no nosso potencial e por isso já estamos trabalhando para o GP de 2005", diz o treinador do time serrano.

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