| última atualização em 26 de novembro às 18h24 TEMPORADA
OLÍMPICA DO JUDÔ BRASILEIRO Cinco dos principais clubes do Brasil começam a disputa do II Grand Prix Nacional de Judô, neste final de semana (27 e 28/11), em Porto Alegre/RS. Os combates entre Barueri/SP, Gama Filho/RJ, Pinheiros/SP, São Caetano/SP e Sogipa/RS serão realizados no ginásio da Sogipa sempre a partir das 9h. Na primeira fase, os clubes lutam entre si em todas as cinco categorias de peso (ate 66kg, 73kg, 81kg, 90kg e acima de 90kg). Classificam-se para a etapa decisiva os quatro melhores clubes, que se enfrentam então na semifinal (1 x 4, 2 x 3) no dia 4/12 com a decisão do titulo marcada para o dia 5/12, sempre na casa do clube mais bem colocado na primeira fase. O São Caetano luta pelo bi-campeonato. “O Grand Prix é uma competição que vai se fortalecer a cada ano e tem grande importância para os clubes”, afirma o meio-leve Henrique Guimarães, que terá pela frente dois fortes oponentes: o paulista Leandro Cunha, do Pinheiros, seu reserva na equipe olímpica, e a estrela gaúcha João Derly, que contará com o apoio de sua torcida. " Nem me preocupo com os torcedores, pois eles não entram no tatame para lutar. Na hora do combate estou super concentrado", assegura o experiente judoca, que terá o scudetto do Grand Prix bordado em seu quimono devido ao título na primeira edição. Não é o que pensam os sogipanos. " Temos a Bombonera gaúcha em nosso ginásio. Vamos fazer uma grande festa para promover o judô" , promete o técnico Kiko Pereira, comparando a casa da Sogipa ao estádio do Boca Juniors, da Argentina. " Realmente nossa torcida parece de futebol. Um dos méritos do Grand Prix e justamente esse, estimular a rivalidade entre os clubes, que é uma emoção a mais para os atletas", afirma Derly. Em uma competição como esta, os atletas olímpicos merecem atenção especial não apenas por parte dos torcedores, mas, sobretudo dos adversários. O peso pesado Daniel Hernandes, do Pinheiros, sabe bem disso. " Esse ano todo mundo vai querer vencer o Daniel Hernandes. O Grand Prix é uma competição de nível incrível e estou treinando muito para ir bem" , afirma Hernandes. Mesmo sem o medalhista olímpico Flavio Canto, a Gama Filho promete brilhar. Única representante do Rio de Janeiro depois da recente desistência do Petrópolis em participar da competição, a equipe treinada por Alfredo Dornelles aposta em suas jovens promessas como o meio-médio Ricardo Trevisan e o médio Hugo Pessanha. “Vou procurar dar o meu melhor para defender a Gama Filho. Nunca imaginava, com apenas 18 anos, lutar em uma competição com um nível tão alto como essa. É muita responsabilidade. Mas o Flávio Canto passou alguns toques importantes pra gente sobre os adversários e sobre os golpes”, comenta Hugo. O Barueri, com experiência de quem disputou a primeira edição do Grand Prix, em 2003, também quer estar entre os finalistas. Além do titulo para o clube campeão, o Grand Prix Nacional premiará ainda o atleta mais técnico e o ippon mais rápido. Em 2003, Diego Barreto aplicou o ippon em Angelo Paiva em 9 segundos e ficou com o titulo. Já o medalhista de bronze em Atenas, Leandro Guilheiro, conseguiu 100% de aproveitamento em espetacular série de 13 lutas invicto e foi escolhido pelos técnicos como o atleta mais técnico. " O Grand Prix é uma competição de grande quilate com força para revelar bons atletas", atesta o técnico do Pinherios, João Gonçalves. Mario Tsutsui, treinador do elenco estelar do São Caetano (com Henrique Guimarães, Luiz Camilo, Tiago Camilo, Carlos Honorato, Flávio Honorato, entre outros), também vê a competição com bons olhos. "É um evento importante em nosso calendário. O judô brasileiro precisava de uma competição de alto nível como esta", acredita Tsutsui, que terá o desfalque do recém operado Mario Sabino em sua equipe. O meio-pesado fraturou dois dedos da mão esquerda e estará afastado dos tatames por quatro meses. A Confederação Brasileira de Judô, por sua vez, também fala da relevância de se disputar o II Grand Prix Nacional. " Ficamos satisfeitos por poder cumprir integralmente o calendário proposto para 2004. O Grand Prix é um evento importante, prestigiando o clube, que é quem investe na base e mantém os atletas. Neste ano, as disputas serão concentradas para se adequar à realidade financeira dos participantes e também por ser final de temporada", comenta o coordenador técnico nacional da Confederação Brasileira de Judô, João Rocha, agradecendo o apoio de clubes e federações para a realização da competição.
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