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atualização em 24 de outubro às 20h30 A equipe brasileira de judô mostrou mais uma vez superioridade na América do Sul. Na disputa do campeonato Sul-Americano, que aconteceu neste domingo (24/10), no ginásio do Caio Martins/Niterói, o Brasil terminou em primeiro lugar após conquistar 11 medalhas de ouro, 6 de prata e 1 de bronze. Os medalhistas olímpicos Flávio Canto e Carlos Honorato foram os grandes destaques da competição, que reuniu 73 atletas de 10 países, incluindo o país convidado El Salvador. Além das estrelas, os novatos Juliana Silva e Jack Jamil mostraram que ainda vão dar boas surpresas para o futuro do judô brasileiro. O ligeiro Denílson Lourenço ficou com o Troféu Ippon da competição. “Eu consegui o meu objetivo: lutar bem. Sabia que se fizesse isso poderia chegar ao pódio”, comenta a médio Juliana Silva, de apenas 20 anos, que conquistou a medalha de ouro vencendo fortes adversárias como a equatoriana Diana Chala. O também novato Jack Jamil surpreendeu e ficou com a medalha de ouro da categoria leve. Apesar do talento incontestável, Jack sabe que ainda tem um logo caminho pela frente “Foi um ano muito bom pra mim. Fui campeão brasileiro e agora sul-americano. Mas meu caminho está apenas começando. Estou começando a evoluir o meu judô. Ainda estou aprendendo”, comenta com modéstia. Após ser campeão pan-americano, medalhista de bronze em Atenas e campeão sul-americano, Flávio Canto pretende tirar as férias mais que merecidas. “Agora o meu objetivo é descansar para começar a próxima temporada bem. Ainda não consegui parar depois de Atenas, mas esse trabalho depois das Olimpíadas foi importante para ajudar a alavancar o judô brasileiro”, explica o meio-médio Flávio Canto, que disputou o Sul-Americano com o mesmo Kimono de Atenas e passou o dia distribuindo autógrafos no Caio Martins. Edinanci Silva, que ainda alimenta o sonho da medalha olímpica, ficou feliz com o título de campeã sul-americana. “Se o trabalho da Confederação Brasileira de Judô continuar assim, com competência e patrocínio forte, sei que ainda tenho chances de brigar pela medalha olímpica em 2008” O presidente da Confederação Brasileira de Judô Paulo Vanderley ficou satisfeito em manter a invencibilidade do Brasil no campeonato e poder proporcionar esse espetáculo dentro do país. “Foram seis competições internacionais realizadas no Brasil em três anos. Nosso país sempre venceu no tatame, mas faltava fazer competições desse nível aqui dentro”, avalia Paulo. O Campeonato Sul-Americano de Judô teve o apoio do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 (CO-Rio) e da Secretaria de Esportes do Estado do Rio de Janeiro. |