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atualização em 14 de setembro às 17h55 Brasil, nota
10 O esporte nacional colheu vitórias, decepções e ganhou novos desafios. Para quase 250 brasileiros, muitas histórias. O esporte é, às vezes, traiçoeiro. Desmente favoritismos: o de Daiane, o de Jadel, o de Bimba. Brasileiros que nos elevaram ao desejo do pódio. Lá, não chegaram, mas ficaram entre os melhores do mundo. Como na natação, com Flávia Delaroli, bela surpresa. Joana Maranhão, de 17 anos, parecia uma veterana. Nosso vovô das piscinas, Rogério Romero. Gustavo Borges se foi. Um adeus com lágrimas. Guga sonhou e ficou só no sonho mesmo. Chegamos perto da medalha com o basquete, com Diogo Silva do taekwondo, com as seleções femininas de vôlei... O judô não falha, há 20 anos. Desta vez, nos bronzeamos com Leandro Guilheiro, Flávio Canto. Somos o país do judô ou do futebol? Do futebol feminino nunca fomos, mas agora podemos bater no peito e dizer: é prata. E, para mim, teve um sabor especial, com a participação da alagoana e conterrânea Marta. No hipismo, a revanche veio a cavalo. Depois da frustração em Sydney, Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet foram prata - o mesmo metal que fez sorrir Adriana Behar e Shelda. Sempre o vôlei de praia, que nos deu o primeiro ouro masculino. Gigantes imbatíveis: Ricardo e Emanuel. O Brasil ainda comemorou outro ouro olímpico no vôlei, o masculino de quadra. Em Atenas, na maratona, uma surpresa: Vanderlei Cordeiro de Lima, um paranaense de 35 anos. Ele ficou em primeiro durante a maior parte do percurso, superou adversários, um invasor e fez história. Foi um capítulo dramático e belo dessas Olimpíadas. Nessas duas semanas de tantas aventuras, nossas maiores riquezas saíram do mar de Atenas. Robert Scheidt chegou favorito e saiu consagrado. Foi bicampeão olímpico. Na classe Star, Torben Grael e Marcelo Ferreira venceram por antecipação. Um show no país que sempre venerou o mar. Estados Unidos, Rússia e China conquistaram, em média, uma medalha para cada quatro atletas. O Brasil levou uma para cada dezessete atletas. Nove das dez medalhas brasileiras foram para representantes de esportes praticados por atletas da classe média. A exceção é o futebol feminino. Foi uma boa participação nos jogos, mas ficou provado que este desempenho não é resultado de uma política nacional para o esporte, mas de ações isoladas de federações em parceria com a iniciativa privada. Por isso, o Brasil precisa desenvolver uma política esportiva. Não são apenas medalhas que motivam outros países a investirem forte na formação de atletas. O esporte é um instrumento de formação de cidadãos, de integração social, sobretudo, para jovens carentes, uma oportunidade como poucas. É o esporte que vai, sem paternalismo ou clientelismo, abrir as portas de uma universidade para um jovem que não tem condições financeiras, mas tem talento, força de vontade e reivindica uma oportunidade de subir na vida. |