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atualização em 18 de setembro às 22h05
Judoca entra para a história do judô brasileiro O tatame dos Jogos
de Atenas volta a tremer. A primeira medalha do Brasil na Paraolimpíada
veio da judoca Karla Cardoso. A menina, de 22 anos, conquistou a prata.
Com o feito, a atleta entra para a história por ser a primeira
brasileira a conquistar uma medalha nesta modalidade, Para conseguir a prata,
Karla teve que enfrentar suas principais adversárias. Às
14h foi a vez de lutar contra a alemã Astrid Arndt. As duas atletas
levaram advertência por causa da falta de combatividade; depois
empataram no koka e a luta foi para o golden score (desempate). Numa difícil
luta decisiva na final, a brasileira perdeu o ouro para a francesa Karima
Mejeded. “O meu objetivo era levar o ouro para o Brasil, mas acho
que não estava no meu dia, mesmo assim sei da importância
da conquista do segundo lugar”, afirmou emocionada ao final da luta.
Aos “A conquista deste título comprova mais uma vez a força do judô no Brasil. O País é forte no judô olímpico, no paraolímpico, no militar e no universitário. Devemos essa conquista essencialmente ao processo de inclusão. Hoje, a equipe realiza atividades com os olímpicos e participa de diversos intercâmbios”, afirma Walter Russo, coordenador do judô paraolímpico no Brasil. Karla Cardoso é fruto de um trabalho iniciado em 2001 e que já demonstra uma significativa evolução. No ano seguinte, a equipe de judô feminino participou de um Mundial em Roma. Já em 2003, as meninas arrasaram no Mundial de Quebec, onde conquistaram três vagas. Perfil de Karla Cardoso: ALTURA – 1m57
A jovialidade e a
maturidade são as primeiras coisas que impressionam na judoca Karla
Cardoso, esta carioca de 22 anos. A atleta, da classe B3, possui hipermetropia
e astigmatismo de nascença, que aos poucos vêm tirando a
visão da jovem. Karla ingressou na modalidade por acaso, no início
da adolescência, para acompanhar o irmão, recomendado na
época a Saiba mais sobre o judô paraolímpico: Atletas cegos ou deficientes
visuais lutam pelo ouro segundo as mesmas regras de competição
da Federação Internacional de Judô-IJF. A deficiência
faz com que os judocas agucem sua sensibilidade, instinto, tato e senso
de equilíbrio. Poucos aspectos diferem as competições
do Os combates duram
cinco minutos e o sistema de pontuação segue o padrão
olímpico. O ippon decreta a vitória de quem o conseguiu.
Há várias maneiras de obtê-lo: quando o adversário
cai com as costas no chão, imobilização durante 25
segundos, a realização de dois waza aris na
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