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23/09/16 17:25

Em busca de espaço na seleção no ciclo Tóquio 2020, elite do judô nacional disputa Brasileiro Sênior na Bahia

Além de jovens promessas, competição vai reunir atletas que eram reservas ou perderam espaço na equipe principal no último ciclo olímpico. Lutas começam neste sábado no Centro de Treinamento da CBJ, em Lauro de Freitas.

É possível dizer que o Campeonato Brasileiro Sênior, que será neste final de semana, no Centro de Treinamento da CBJ, em Lauro de Freitas, abre o novo ciclo olímpico Tóquio 2020 para a elite do judô brasileiro. Apesar de o calendário nacional já ter reiniciado após as disputas dos Jogos Rio 2016 com o Brasileiro Sub-15, é a primeira oportunidade em que os atletas adultos irão se enfrentar em busca de uma vaga – ou de um espaço maior – dentro da seleção principal. Isso porque o campeonato dá vaga para os campeões das sete categorias olímpicas (os Brasileiros contam ainda com a disputa do peso superligeiro) na Seletiva Tóquio 2020 – I Etapa.

“Acima de tudo, eu vejo como mais uma oportunidade de poder colocar todo meu treinamento em prática. Dar o meu melhor é sempre o meu objetivo para buscar a vitória, fazendo o que eu faço todos os dias que é lutar. Para chegar aqui precisei vencer o Campeonato Paulista que é muito forte e, por isso, acredito que tudo irá correr bem”, disse o ligeiro Phelipe Pelim, que durante os últimos dois anos do ciclo olímpico teve a companhia de Felipe Kitadai e Eric Takabatake – que travaram uma disputa acirrada pela vaga na Rio 2016 - na seleção.  

Além de Pelim, estão entre os atletas que já representaram a seleção brasileira em algum evento internacional e que estarão no Brasileiro Sênior Breno Alves (66kg/SP), Diego Santos (66kg/RS), Gabriel Pinheiro (66kg/PE), Marcelo Contini (73kg/SP), Ricardo Santos Júnior (73kg/MG), Rafael Macedo (81kg/RS), Gustavo Assis (90kg/MG), Eduardo Bettoni (100kg/MG), Renan Nunes (100kg/RS), Eleudis Valentim (52kg/SP), Tamires Crude (57kg/RJ), Danielle Karla Oliveira (63kg/RJ) e Samanta Soares (78kg/SP).

“O objetivo é fazer uma boa competição e confirmar a boa fase. Sei que é uma competição dura que não pode errar, mas a expectativa é, sim, ser campeão. Com certeza, o ouro da Estônia serviu como uma alavanca, impulsionando, mostrando que vim desde o início do ciclo brigar pela vaga e tentar aproveitar cada oportunidade. Afinal, cada competição fará, um dia, parte da minha história e legado”, disse Gustavo Assis, campeão no Aberto Europeu de Tallin, no começo do mês e que durante o ciclo olímpico Rio 2016 foi reserva de Tiago Camilo.

Há ainda os jovens talentos que estão buscando a afirmação nos próximos quatro anos e, que para isso, precisam mostrar um trabalho consistente também entre os adultos. Nesse grupo, se incluem nomes como Jéssica Santos (63kg/SP), João Marcos Cesarino (+100kg/RS) e Manoella Costa (57kg/RS) que já foram convocados para Desafios com a seleção ou para treinamentos de campo. Entre esses atletas estão ainda alguns que brilharam em importantes competições de base há pouco tempo como Henrique Silva (90kg/RS), vice-campeão mundial juvenil em 2009 e bronze no mundial júnior em 2013; Rita Reis (44kg/AM), bronze no Mundial Sub 21 ano passado; Camila Nogueira (+78kg/MS), vice-campeã no Mundial Sub 21 ano passado.

“O meu maior objetivo é ser campeã brasileira, mostrando um bom trabalho para a comissão técnica, principalmente agora em um novo ciclo”, disse Camila, que fez sua primeira competição internacional sênior pela seleção no início do mês na Estônia e conseguiu um bronze. “Acho que o Aberto de Tallin serviu como parâmetro para ver o que eu tinha que melhorar. Já trabalhei em cima das minhas dificuldades mas, logicamente, cada competição é uma nova história”, completou.

E não se pode esquecer os campeões brasileiros de 2015 que chegam com muita vontade para renovar a conquista. Entre eles estão Ana Paula Nobre (44kg/RS), Carolynne Hernandes (48kg/AM), Ivan Sabino (60kg/PB), Érika Ferreira (63kg/CE), Raphael Magalhães (90kg/SP) e
Richele Jordão (+78kg/RS), além de Eleudis Valentim, Diego Santos, Samanta Soares e Renan Nunes, citados anteriormente.

“É muito importante começar esse novo ciclo bem e nada melhor do que o Campeonato Brasileiro pra isso. Voltar à seleção é mais importante para mim neste momento”, disse Renan Nunes, que foi campeã brasileiro sênior ano passado no peso pesado e, em 2016, volta à sua categoria original, o meio-pesado. “Por estar competindo em uma categoria que não era a minha, ano passado e não tive pressão e consegui lutar bem. Agora, quero o título e a vaga na Seletiva”, concluiu.

No quadro de medalhas no Brasileiro Sênior de 2015, São Paulo liderou com 9 ouros, seguido pelo Rio Grande do Sul com quatro. Completaram os cinco primeiros no quadro de medalhas Paraíba e Ceará com um ouro e um bronze e Amazonas com um ouro. No total de medalhas, depois de São Paulo (12) e Rio Grande do Sul (10) ficaram o Rio de Janeiro (5), Santa Catarina (5), Mato Grosso do Sul (4) e Minas Gerais (4).

As chaves sorteadas nesta sexta-feira, 23 de setembro, podem ser conferidas no arquivo em anexo. A competição vai ser aberta neste sábado às 9 da manhã com a presença do presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira. Os combates das classes superligeiro, ligeiro e meio leve acontecem na sequencia e no período da tarde é a vez dos leves, meio-médios e médios. No domingo, o Brasileiro Sênior se encerra com a realização das categorias meio-pesado e pesado.






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- Chaves Masculino - Brasileiro Sênior 2016




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