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Paraolímpico

O Judô foi a primeira modalidade de origem asiática inserida no programa paralímpico. Este esporte é praticado por atletas com alguma deficiência visual e estreou em Jogos Paralímpicos na edição de Seul 1988, apenas com as disputas no masculino. As mulheres só entraram nos tatames a partir dos Jogos de Atenas, em 2004. No Brasil, a entidade que comanda a modalidade é a Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) e, no âmbito mundial, o judô é administrado pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, na sigla em inglês), fundada em Paris, em 1981.

As primeiras medalhas do judô paralímpico brasileiro vieram justamente na estreia da modalidade nos Jogos de Seul 1988. Cinco judocas representaram o Brasil na Coréia do Sul e voltaram de lá com três bronzes, conquistados por Jaime de Oliveira (60 kg), Júlio Silva (65 kg) e Leonel Cunha (+95 kg). O primeiro ouro veio em Atlanta 1996, com Antônio Tenório da Silva (86 kg). Nos Jogos seguintes, Tenório se tornaria o maior expoente do judô paralímpico nacional, conquistando as quatro medalhas de ouro que o país tem nessa modalidade em Paralimpíadas (Atlanta 1996, Sidney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008).

No feminino, as primeiras medalhas brasileiras vieram também no ano em que a categoria foi integrada ao programa paralímpico, em Atenas 2004. Karla Cardoso (48 kg) e Daniele Silva (57 kg) conquistaram uma prata e um bronze, respectivamente, na Grécia. Na última edição de Jogos Olímpicos, em Londres 2012, o Brasil conquistou três bronzes, com Daniele Milan (63 kg), Michele Ferreira (52 kg) e Antônio Tenório (100 kg), além da prata de Lúcia da Silva (57 kg). No total, o judô possui 18 medalhas paralímpicas, sendo quatro ouros, cinco pratas e nove bronzes.


Classificação e forma de disputa

No judô paralímpico as disputas são divididas por categorias de peso, da mesma forma que acontece no judô olímpico. A diferença é que, além da divisão por peso, há também uma classificação por grau de deficiência visual no judô paralímpico. Tanto no masculino, quanto no feminino, são três as classificações e todas começam com a letra B (de Blind, que é “cego” em inglês). Outra peculiaridade é que no judô paralímpico os atletas já iniciam a luta em contato com o quimono do oponente.

 

B1 – Cego total: de nenhuma percepção em ambos os olhos até a percepção de luz com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção.
B2 – Lutadores que têm a percepção de vultos, com capacidade em reconhecer a forma de uma mão até a acuidade visual de 2/60 ou campo visual inferior a cinco graus.
B3 – Lutadores conseguem definir imagens. Acuidade visual de 2/60 a 6/60 ou campo visual entre cinco e 20 graus.

Mais informações: http://www.ibsasport.org/ ; http://www.paralympic.org/ ; http://www.cpb.org.br ;

Fotos: IPC e IBSA.

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